Parque Güell - Barcelona, 2013
O Parque Güell (em catalão: Parc Güell, em espanhol: Parque Güell, embora a grafia original fosse em inglês: Park Güell) é um grande parque
urbano com elementos arquitetónicos situado no distrito de Gràcia da cidade de Barcelona. Originalmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo
arquiteto Antoni Gaudí, expoente
máximo do modernismo catalão,
por encomenda do empresário Eusebi Güell. Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um
fracasso comercial e foi vendido ao Município
de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado
como parque público em 1926. Em 1969 foi nomeado Monumento
Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi
classificado pela UNESCO como Património
da Humanidade, incluído no sítio Obras
de Antoni Gaudí.
O Parque Güell é um reflexo da plenitude
artística de Gaudí; pertence à sua etapa naturalista (década de 1900), período no qual
o arquiteto catalão aperfeiçoou o seu estilo pessoal, inspirando-se nas formas
orgânicas da natureza e pondo em prática uma série de novas soluções
estruturais originadas na sua análise da geometria regrada. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma
imaginativa criação ornamental; partindo de um certo barroquismo, as suas obras adquirem grande riqueza estrutural, de
formas e volumes desprovidos de rigidez racionalista ou de qualquer premissa
clássica.
Gaudí situou a entrada principal na parte
mais baixa da montanha (Carrer d'Olot), a mais próxima do núcleo urbano. Como acesso
concebeu uma entrada monumental com um par de gazelas mecânicas em tamanho
real, que nunca chegou a ser construída. No seu lugar foi colocado
um simples portão em madeira, que foi substituído em 1965 por um
portão em ferro forjado representando
folhas de palmito transladado
da Casa Vicens, uma das primeiras obras de Gaudí.
Os pavilhões da entrada são do mais puro
estilo gaudíniano, com uma estrutura orgânica reflexo do profundo estudo que
Gaudí fazia da natureza. Pela sua
fantasia formal e cromática, sugeriu-se que procuram evocar a casa do conto de Hansel e Gretel, cuja versão operística, a cargo de Engelbert Humperdinck, estava a ser apresentada no Liceu em 1901. Realizados com alvenaria de pedra rústica extraída do local, destacam-se
pelas suas abóbadas em forma de paraboloide hiperbólico cobertas com cerâmica de cores vivas e
rematadas com chaminés de ventilação em forma de cogumelo (Amanita muscaria), nas
quais Gaudí utilizou a técnica da abóbada catalã, que consiste na sobreposição de várias camadas de tijolos com argamassa.
Do vestíbulo da entrada principal parte
uma escadaria monumental de duplo tramo com três lanços de escadas e revestida
com trencadís que conduz à sala hipostila, construída
entre 1900 e 1903. A escadaria está implantada entre muros ameados,
cujas paredes estão revestidas com pedaços de cerâmica multicolorida formando
um espécie de padrão em xadrez com retângulos brancos e quadrados coloridos, em
cujas superfícies alternadamente convexas e côncavas a luz do Sol cria um
efeito visual notável. Na sua zona central alberga três fontes com
conjuntos escultóricos igualmente revestidos com trencadís, em cujo
simbolismo os estudiosos veem diversos tipos de referências devido à complexa
iconografia aplicada por Gaudí.
No topo da escadaria situa-se a sala hipostila ou sala das cem colunas, uma espécie de
grande alpendre originalmente destinado a albergar um mercado ao ar livre para a
urbanização, construída entre 1906 e 1913. A sala
contém 86 colunas dóricas com
cerca de 6 m de altura, construídas
com entulho e argamassa
imitando mármore e
revestidas com trencadís branco liso até uma altura de 1,8 m,[ uma adaptação
prática tendo em conta o uso previsto para o espaço mas que está deslocada
neste tipo de coluna. Para além disso, ao contrário do que seria
de esperar em colunas de ordem dórica, possuem ábaco octogonal e
as colunas exteriores são ligeiramente inclinadas para o interior, atuando como contrafortes. No topo das colunas exteriores existe ainda
um friso com gárgulas em forma de cabeça de leão, bem como pequenos relevos em forma de gota de água
sobre o ábaco. O teto é composto por abóbadas semiesféricas
revestidas com trencadís branco, pré-fabricadas
com cerâmica reforçada, tijolos e aros metálicos unidos com argamassa de cimento
Portland.
Sobre a sala hipostila situa-se uma
imensa praça aberta não pavimentada de forma oval, conhecida como o Teatro Grego, construída entre
1906 e 1913. A metade sul da praça é suportada pelas colunas da
sala hipostila e delimitada por um banco ondulante com cerca de 150 m de
comprimento revestido com trencadís, construído entre 1909 e 1913, enquanto
a outra metade está assente na encosta da montanha. A praça
destinava-se supostamente a acolher um teatro grego, com as bancadas
situadas do lado norte de forma a que os espetadores pudessem desfrutar da
vista da cidade e do mar por detrás do palco.
O banco ondulante é formado por uma sequência de módulos côncavos e convexos com 1,5 m, com um desenho ergonômico adaptado ao corpo humano concebido por Gaudí com base no estudo do corpo de um trabalhador sentado e construído usando apenas três tipos de peças pré-fabricadas. O banco possui vista panorâmica sobre a cidade e as suas curvas formam vários recessos, permitindo às pessoas neles sentadas conversar em relativa privacidade apesar da dimensão da praça. O assento está revestido com trencadís branco e é inclinado de forma a conduzir a água da chuva para a parte de trás do assento, onde se situam aberturas que escoam a água para o exterior, mas as costas do assento e a parte exterior do banco são revestidas com trencadís colorido da autoria de Josep Maria Jujol. que usou sobretudo motivos abstratos como ondas, círculos e arabescos, mas também alguns elementos figurativos como trepadeiras, folhas, flores, conchas, estrelas e os signos do zodíaco.
O banco ondulante é formado por uma sequência de módulos côncavos e convexos com 1,5 m, com um desenho ergonômico adaptado ao corpo humano concebido por Gaudí com base no estudo do corpo de um trabalhador sentado e construído usando apenas três tipos de peças pré-fabricadas. O banco possui vista panorâmica sobre a cidade e as suas curvas formam vários recessos, permitindo às pessoas neles sentadas conversar em relativa privacidade apesar da dimensão da praça. O assento está revestido com trencadís branco e é inclinado de forma a conduzir a água da chuva para a parte de trás do assento, onde se situam aberturas que escoam a água para o exterior, mas as costas do assento e a parte exterior do banco são revestidas com trencadís colorido da autoria de Josep Maria Jujol. que usou sobretudo motivos abstratos como ondas, círculos e arabescos, mas também alguns elementos figurativos como trepadeiras, folhas, flores, conchas, estrelas e os signos do zodíaco.
Vá em um dia
ensolarado, coloque um calçado confortável e reserve muitas horas para caminhar
com calma. O parque é repleto de arte, tem esculturas e beleza em todos os
lados e o mais impressionante... tudo a céu aberto. Nas partes mais altas do Parque vc tem a vista magnígica de toda a cidade de Barcelona até o mar. Com certeza irá sair de lá
apaixonado por Gaudí.
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